Liana Abreu Liana Abreu

Quando a ansiedade se torna um transtorno psiquiátrico?

A ansiedade é uma resposta normal do organismo diante de situações de ameaça ou incerteza. Sentir ansiedade antes de uma prova, uma entrevista de emprego, uma viagem ou uma situação importante, é esperado. Ela pode ser útil, pois aumenta o estado de alerta e prepara para lidar com desafios.

A ansiedade se torna patológica quando é excessiva, persistente ou desproporcional a situação, provoca sofrimento significativo ou começa a interferir na sua rotina. Além da intensidade, é importante observar a frequencia, duração e o impacto que provoca na vida da pessoa.

Quando a ansiedade causa sofrimento significativo, leva à evitação de situações ou interfere no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, ou em atividades cotidianas, pode caracterizar um transtorno de ansiedade.

Não é sentir ansiedade que define um transtorno, mas o quanto ela é intensa, frequente, difícil de controlar e impacta a vida do indivíduo.

Os principais transtornos de ansiedade são:

  • Transtorno de Ansiedade Generalizada - preocupações excessivas e difícil de controlar em diferentes aspectos das vida, acompanhada de tensão, inquietação, irritabilidade, dificuldade de concentração e alteração do sono.

  • Transtorno do Pânico - envolve episódios recorrentes de medo ou desconforto intenso, conhecidos como ataques de pânico. Há preocupação persistente como novos ataques e/ou mudanças significativas de comportamento relacionadas aos ataques.

  • Transtorno de Ansiedade Social - medo intenso de situações sociais ou de desempenho nas quais a pessoa acredita que poderá ser avaliada, julgada ou constrangida. Esse medo pode levar à evitação de situações importantes do cotidiano.

  • Fobias específicas - medo intenso e persistente diante de determinados objetos ou situações (como animais, agulhas, altura). O medo é desproporcional ao risco real.

  • Agorafobia - medo ou ansiedade intensa diante de situações das quais a pessoa acredita que seria difícil escapar ou receber ajuda caso necessário.

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Setembro Amarelo

O setembro amarelo é uma campanha dedicada à prevenção do suicídio.

Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria – ABP, em parceria com o Conselho Federal de Medicina – CFM, organiza nacionalmente o Setembro Amarelo.

A intenção da campanha é ajudar a população a desmistificar a cultura e o tabu em torno do suicídio, auxiliando também médicos e demais profissionais de saúde e educação a tratar e instruir seus pacientes e alunos.

O suicídio é uma triste realidade que atinge o mundo todo e gera grandes prejuízos à sociedade. De acordo com a última pesquisa realizada pela Organização Mundial da Saúde - OMS em 2019, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo, sem contar com os episódios subnotificados, pois com isso, estima-se mais de 01 milhão de casos. No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, ou seja, em média 38 pessoas cometem suicídio por dia. 

Quando uma pessoa decide terminar com a sua vida, os seus pensamentos, sentimentos e ações apresentam-se muito restritivos, ou seja, ela pensa constantemente sobre o suicídio e é incapaz de perceber outras maneiras de enfrentar ou de sair do problema. Essas pessoas pensam rigidamente pela distorção que o sofrimento emocional impõe. 

Fonte: setembroamarelo.com

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Depressão e Comorbidades Clínicas

A associação entre depressão e doenças clínicas é muito freqüente, levando a pior evolução tanto do quadro psiquiátrico como da doença clínica.

A associação entre depressão e doenças clínicas é muito freqüente, levando a pior evolução tanto do quadro psiquiátrico como da doença clínica.

Se percebe que o nível de mortalidade é maior em pessoas com doenças clínicas associadas a depressão.

É importante realizar o tratamento tanto da depressão quanto da doença clínica, sem menosprezar nenhuma.

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Escalas, testes e exames não fazem diagnóstico de TDAH

Como é feito o diagnóstico de TDAH?

O diagnóstico é feito com uma boa avaliação clínica. Ou seja, os sintomas devem ser bem avaliados pelo profissional.

Escalas, testes e avaliação neuropsicológica podem auxiliar nessa avaliação, mas o julgamento clínico que consegue fazer o correto diagnóstico.

Por que não conseguimos fazer diagnóstico com escalas e testes?

Porque esses instrumentos dependem da visão de quem está preenchendo, podendo:

  • maximizar ou minimizar sintomas

  • compreender de forma diferente a pergunta

  • esquecer situações que ocorrem

  • preencher “de qualquer jeito”

  • ter uma visão subjetiva

Além disso a simples presença de sintomas não são suficientes para fechar o diagnóstico!

Outros critérios também são necessários.

E a Avaliação Neuropsicológica?

É um instrumento que auxilia o diagnóstico, mas isolada não confirma e nem afasta o TDAH.

Avalia nível de inteligência, atenção, memória, funções executivas, linguagem, velocidade de processamento…

Resumindo:

Escalas, testes e avaliação neuropsicológica tem limitações.

O profissional precisa compreender bem os sintomas que o paciente apresenta, qual a frequência, quando começaram, se causam prejuízo, em que contexto aparecem.

Também é preciso avaliar se os sintomas presentes não são causados por outro transtorno, que não o TDAH.

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Mudanças do TDAH ao longo da vida

A forma como os sintomas do TDAH se manifestam pode mudar ao longo da vida.

Na infância a hiperatividade e a impulsividade costumam ser mais visíveis: correr, levantar-se constantemente, interromper os outros e ter dificuldade para esperar.

Com o amadurecimento, esses comportamentos tendem a diminuir ou se tornar menos evidentes.

A hiperatividade, por exemplo, pode se transformar em inquietação interna, impaciência ou necessidade constante de estar fazendo algo.

Já a desatenção e as dificuldades nas funções executivas frequentemente persistem na vida adulta: problemas para organizar tarefas, administrar o tempo, lembrar compromissos, iniciar atividades e manter o esforço.

Além disso, conforme aumentam as responsabilidades acadêmicas, profissionais, financeiras e familiares, dificuldades antes pouco perceptíveis podem se tornar mais evidentes.

Por isso, o TDAH aos 35 anos pode parecer muito diferente do TDAH aos 7.

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Transtorno de Ansiedade Social

O Transtorno de Ansiedade Social vai muito além da timidez.

A pessoa sente medo ou ansiedade intensos em situações em que acredita que poderá ser observada, julgada, rejeitada ou passar vergonha.

Falar em público, conhecer pessoas, participar de reuniões, comer na frente dos outros ou simplesmente conversar podem provocar grande desconforto.

Por causa desse medo, é comum evitar situações sociais ou enfrentá-las com intenso sofrimento.

Quando esse padrão é persistente e começa a prejudicar relacionamentos, estudos, trabalho ou qualidade de vida, pode ser um transtorno de ansiedade social.

Sintomas:

  • Medo intenso de ser julgado

  • Ansiedade intensa antes de eventos sociais

  • Dificuldade de falar em público

  • Medo de parecer inadequado

  • Preferir se isolar, evitar situações sociais

  • Dificuldade de interagir com pessoas estranhas

  • Sintomas físicos (taquicardia, tremor, suor excessivo, náusea, rubor facial, sintomas gastrointestinais)


A boa notícia é que existe tratamento.

Se você se identifica com os sintomas, procure ajuda.

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Subtipos do Transtorno Bipolar

O transtorno bipolar é caracterizado por alterações episódicas do humor, da energia e do nível de atividade, que podem variar entre períodos de elevação e de depressão.

Episódio maníaco ou mania: há aumento intenso de energia, menor necessidade de sono, pensamentos acelerados, impulsividade e humor muito elevado ou irritável.

Pode haver prejuízo importante, comportamentos de risco e até sintomas psicóticos, como delírios e alucinações.

Dependendo da gravidade, pode haver necessidade de internação.

Episódio hipomaníaco ou hipomania: sintomas semelhantes da mania, porém menos intensos e sem o comprometimento grave.

Episódio depressivo: refere-se ao período que o paciente fica com o humor deprimido e energia reduzida. Também há perda de prazer, desânimo, sonolência excessiva, dificuldade de concentração e outros sintomas.


Subtipos:

No Bipolar tipo I, ocorre pelo menos um episódio de mania.

Já no Bipolar tipo II, há episódios de hipomania e depressão maior, sem história de mania.

Na ciclotimia, ocorrem oscilações crônicas entre sintomas hipomaníacos e depressivos que não atingem a intensidade de episódios completos.

A ciclagem rápida é um especificador usado quando ocorrem pelo menos quatro episódios de humor em 12 meses.

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O paradoxo da depressão

A depressão cria um paradoxo cruel: justamente aquilo que ajudaria na recuperação é o que a doença torna mais difícil de fazer.

A pessoa precisa sair de casa, manter uma rotina, praticar atividade física, dormir melhor, conviver com amigos e procurar tratamento.

Mas a própria depressão provoca desânimo, falta de energia, perda de prazer, dificuldade de concentração, alterações no sono e uma sensação constante de que nada vai melhorar.

Muitas vezes, ela sente falta das pessoas, mas não tem forças para socializar.

Quer resolver pendências, mas não consegue começar.

Sabe que precisa mudar alguns hábitos, mas a doença reduz sua motivação e sua capacidade de agir.

Por isso, dizer apenas “reaja”, “anime-se” ou “basta ter força de vontade” não ajuda.

A depressão é um transtorno que altera o funcionamento do cérebro e dificulta justamente as atitudes necessárias para sair dela.

Por isso que é o tratamento adequado é tão importante.

Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, procure ajuda especializada.

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Pode ser TDAH mas também pode ser ANSIEDADE

O TDAH e o Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) são condições diferentes, mas podem compartilhar vários sintomas, como dificuldade de concentração, inquietação e irritabilidade.

Sintomas em comum:

  • Dificuldade de concentração

  • Procrastinação

  • Alterações no sono

  • Inquietação

  • Impulsividade

  • Irritabilidade



    Além disso, os dois transtornos podem coexistir na mesma pessoa.

    A diferença está principalmente na origem e no padrão dos sintomas.

    No TAG, a dificuldade de concentração e a inquietação costumam estar relacionadas ao excesso de preocupações e ao estado constante de alerta.

    No TDAH, os sintomas fazem parte de um padrão persistente de desatenção e/ou hiperatividade-impulsividade, geralmente presente desde a infância e observado em diferentes contextos da vida.

    Por isso, analisar apenas os sintomas pode levar a diagnósticos equivocados.

    Uma avaliação cuidadosa deve investigar a história desde a infância, o funcionamento em diferentes ambientes, possíveis comorbidades e outras causas para os sintomas.

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Sinais que podem indicar FASE MANÍACA no Transtorno Bipolar

O transtorno bipolar(TB) é uma condição caracterizada por alterações importantes do humor, da energia e do nível de atividade.

Uma das fases do TB é a mania, caracterizada por uma elevação ou irritabilidade do humor acompanhada de aumento importante de energia e atividade.

Durante a mania, a pessoa pode apresentar autoestima elevada, pensamentos e fala acelerados, agitação e pouca necessidade de sono.

Também é comum ocorrer aumento da impulsividade, levando a gastos excessivos e comportamentos de risco.

Em quadros mais intensos, podem surgir sintomas psicóticos, como delírios e alucinações.

A mania é uma alteração patológica do funcionamento, que pode causar prejuízos importantes na vida da pessoa.

Por isso, é muito importante que as pessoas que convivem com uma pessoa com TB observem esses sinais e contatem o psiquiatra responsável assim que observar essas mudanças.

Essa atitude ajuda a evitar desfechos mais graves.

Sinais de fase de MANIA:

  • Reatividade

  • Autoestima elevada

  • Aumento de energia

  • Desatenção

  • Pensamento acelerado

  • Fala acelerada

  • Necessidade de sono reduzida

  • Impulsividade

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BURNOUT: Alta performance não deveria custar sua saúde mental

Você se sente…

  • Cansado (mesmo após descansar)

  • Irritado com facilidade

  • Sem energia

  • Trabalhando no automático

  • Duvidando da sua competência

Isso pode ser mais do que estresse.

O que é Síndrome de Burnout?

É uma síndrome decorrente do estresse crônico no trabalho, que envolve:

-Exaustão emocional e física

-Distanciamento afetivo

-Sensação de incompetência ou queda no desempego

Quem costuma desenvolver?

Pessoas que são responsáveis, comprometidas, perfeccionistas, que dão conta de tudo e raramente pedem ajuda.

Justamente as pessoas com alto desempenho.

Fique atento se o trabalho está "adoecendo" você.

Se você se identificou com esses sintomas, é hora de olhar para isso com profundidade e segurança.

Buscar ajuda não é sinal de fracasso, é maturidade emocional.

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O papel da VITAMINA B12 na PSIQUIATRIA

A vitamina B12 (cobalamina) é uma vitamina essencial do complexo B que o corpo precisa para várias funções vitais.

Suas funções principais são:

  • ação no sistema nervoso

  • formação do sangue

  • funcionamento do DNA

  • metabolismo energético

Ela ajuda a formar e manter a mielina (camada dos nervos) e participa da produção de neurotransmissores.

Com os níveis de vitamina b12 baixos podem surgir sintomas que confundem com os de um transtorno psiquiátrico.

A deficiência de vitamina B12 pode causar sintomas, como:

  • Cansaço

  • Desanimo

  • Humor deprimido

  • Confusão mental

  • Problemas de memória

  • Dificuldade de atenção

  • Irritabilidade

  • Psicose

  • Perda de apetite

É encontrada principalmente em alimentos de origem animal, como: carnes vermelhas, peixes, frutos do mar, aves, ovos e laticínios.

É importante investigar e suplementar a vitamina b12, quando necessário.

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Quais os sintomas de TDAH mais comuns em adultos?

  • Dificuldade de manter atenção em tarefas

  • Hiperfoco nas coisas que interessam

  • Perda frequente de objetos

  • Esquecer compromissos

  • Atrasos recorrentes

  • Desorganização

  • Gastos impulsivos

  • Sensação constante de “mente inquieta”

  • Impaciência

  • Interromper os outros enquanto falam

  • Mudanças de humor

  • Sensibilidade à críticas

  • Dificuldade para dormir

  • Autocrítica excessiva

  • Procrastinação

Vale lembrar que para o diagnóstico é preciso uma boa avaliação do indivíduo.

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TDAH e Sono: qual a relação?

Pessoas com TDAH costumam ter mais distúrbios do sono.

O TDAH pode dificultar ter um sono reparador, e a qualidade do sono prejudicada pode agravar os sintomas do transtorno.

Isso pode causar:

  • Demora para pegar no sono

  • Sono leve e agitado

  • Despertar mais tarde, principalmente em dias livres

  • Sonolência diurna

  • Síndrome das pernas inquietas

Estratégias que ajudam:

  • Horários regulares para dormir e acordar

  • Evitar telas antes de dormir

  • Cuidar da higiene do sono

  • Exposição à luz pela manhã

  • Avaliar com o psiquiatra o uso de estimulantes e seu horário

Qual o impacto dos psicoestimulantes no sono?

As medicações estimulantes usadas para tratar o TDAH podem tem

impacto negativo (insônia, redução do tempo de sono, demora para pegar no sono) ou positivo (redução da sonolência diurna, melhor regulação do ciclo) no sono.

Em resumo:

O TDAH e o os distúrbios do sono tem relação, no qual os sintomas de um transtorno agravam o do outro.

Tratar o TDAH e o sono juntos é essencial para o bem-estar e para o tratamento funcionar melhor.

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Ter um animal de estimação influencia na saúde mental?

O convívio com animais pode reduzir estresse, ansiedade e sintomas depressivos.

Os animais ajudam a diminuir a solidão, estimulam a rotina e também aumentam a interação social.

O contato com um pet estimula a liberação de neurotransmissores, ligados à sensação de bem-estar e vínculo afetivo.

Mas é importante lembrar: ter um animal é uma responsabilidade emocional e prática, não um tratamento.

O animal é de suporte emocional quando a presença do animal ajuda a reduzir sintomas de um transtorno mental e melhorar o bem-estar.

Nem todo pet é oficialmente um animal de suporte emocional,

mas qualquer vínculo afetivo saudável com um animal pode ser terapêutico.

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Dependência de jogos: Quando jogar se torna uma doença

Jogar ativa no cérebro o sistema de recompensa (liberando dopamina).

Com o tempo o essa ativação é excessiva, o que pode levar a uma busca incessante por jogos e a uma dificuldade em controlar os impulsos.

Funciona assim: a pessoa joga, se sente bem e há liberação de dopamina, e o jogador busca cada vez mais o jogo para repetir essa sensação de prazer.

Ou seja, não é tão simples como "é só parar de jogar quando quiser".

A dependência de jogos é conhecida como um transtorno mental.

O Transtorno do Jogo é caracterizado por indivíduos com comportamento persistente de jogar, apesar das consequências negativas que o ato traz.

Caracteriza a dependência:

  • Necessidade de apostas cada vez maiores

  • Dificuldade de conseguir reduzir ou tentar parar

  • Mentiras para encobrir as apostas

  • Prejuízos financeiros, sociais e no trabalho

  • Isolamento social

  • Jogar para sentir prazer e aliviar culpa e emoções desagradáveis

É o quanto o jogo impacta na vida do jogador que define se há dependência.

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A saúde mental das mães importa

Maternidade não é só amor e alegria.

Pode ser também cansaço, culpa, sobrecarga, preocupação e solidão.

A maternidade é um período de vulnerabilidade psíquica, e diversos fatores psicossociais e físicos (como hormonais) podem contribuir para o aparecimento ou agravamento de transtornos mentais.

Fatores de risco para transtornos psiquiátricos na maternidade:

-Falta de apoio social

-Histórico pessoal ou familiar de transtornos mentais

-Parto traumático

-Gestação não planejada ou indesejada

-Filho com necessidades especiais

-Pressão para “dar conta de tudo”

-Violência doméstica

Sinais de alerta:

*Irritabilidade excessiva

*Choro frequente

*Sentimentos de culpa ou incapacidade

*Medo intenso de que algo ruim aconteça

*Dificuldade de vínculo com filho

Cuidar da saúde mental materna é cuidar da família toda.

Mães não precisam dar conta de tudo sozinhas.

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Autismo em adultos

Nem todo indivíduo com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é diagnosticado na infância.

O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, interação social e padrões de comportamento.

E sim, pode passar despercebido até a vida adulta.

Sinais e sintomas comuns em adultos com TEA:

-Dificuldade com interações sociais

-Preferência por rotinas rígidas

-Hipersensibilidade a sons, luzes ou toques

-Comunicação literal (dificuldade com ironia ou “entrelinhas”)

-Interesses intensos e específicos

-Sensação de estar “fora do lugar” socialmente

-Dificuldade em interpretar emoções próprias e dos outros

Muitas pessoas recebem o diagnóstico tardio, na vida adulta, quando procuram ajuda psicológica ou psiquiátrica normalmente por esgotamento, ansiedade e depressão.

O diagnóstico de autismo pode ser um alívio, pois ajuda a entender melhor o que a pessoa passa e quais suas necessidades.

Muitos adultos ainda não sabem que tem TEA e sofrem sem entender seus sintomas.

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Mães de Bebês Reborn: o que tenho a dizer

Você já ouviu falar nas mães de bebês reborn?

Essas bonecas são muito realistas, feitas com muitos detalhes, imitando bebês.

E estamos vendo mulheres cuidando dessas bonecas como se fossem bebês de verdade.

Para muitos, pode parecer apenas "loucura". mas o que tem por detrás desse comportamento?

O que está acontecendo com essas mulheres?

O que pode estar motivando esse vínculo com as bonecas?

Para algumas pessoas, decidir cuidar de um reborn pode ser para:

✔️ Ajudar no luto por uma perda gestacional ou neonatal

✔️ Amenizar sintomas de ansiedade ou depressão

✔️ Oferecer conforto emocional em quadros de solidão ou trauma

✔️ Realizar o desejo de ser mãe sem passar por todo processo real

Esse comportamento pode estar sinalizando algo sério, que precisa de atenção, como:

⚠️ Transtornos de apego

⚠️ Dificuldade de distinguir fantasia e realidade

⚠️ Dificuldade de criar vínculos com pessoas reais

⚠️ Transtornos psiquiátricos não diagnosticados

É importante lembrar que cada caso é único.

Temos que avaliar cada mulher individualmente para entender porquê ela está cuidando do bebê reborn como um filho e como isso está impactando a vida dela.

Nem toda pessoa com esse comportamento tem um transtorno psiquiátrico, podem haver outros fatores que estão levando ela a essa atitude.

Essas mulheres estão se afastando de relacionamentos reais com bebês para viver um relacionamento de fantasia, criado do modo que elas quiserem. em que elas tem total controle da situação.

E isso precisa da nossa atenção para entendermos melhor esse fenômeno.

O papel da psiquiatria é acolher, entender e tratar, nunca julgar.

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O que NÃO dizer para alguém com transtorno bipolar

❌"Todo mundo tem altos e baixos."

Isso minimiza o que a pessoa sente e a gravidade do transtorno. O TB não é só a viariação de humor, é uma condição mais complexa.

❌"Isso é drama."

Frases como essa invalidam o sofrimento real de quem tem bipolaridade.

❌"Você precisa saber se controlar."

Durante os episódios de alteração de humor o indíviduo não tem controle de muitos sintomas.

❌"Você está assim porque parou a medicação, né?"

Mesmo com tratamento podem acontecer episódios de mania/hipomania e depressão. É importante ajudar a pessoa a identificar essas alterações para ajustar o tratamento o quanto antes.

❌"Você está muito alegre, isso é ótimo."

Na fase maníaca/hipomaníaca pode parecer que a pessoa está bem, mas não é uma alegria saudável, é um sintoma, que vem acompanhado de outros sintomas.

O que dizer então?

  • "Estou aqui se precisar de ajuda."

  • "Você quer conversar?"

  • " Como está seu tratamento, tem conseguido fazer corretamente?"

  • "Se quiser posso ir nas consultas com você."

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