Quando a ansiedade se torna um transtorno psiquiátrico?
A ansiedade é uma resposta normal do organismo diante de situações de ameaça ou incerteza. Sentir ansiedade antes de uma prova, uma entrevista de emprego, uma viagem ou uma situação importante, é esperado. Ela pode ser útil, pois aumenta o estado de alerta e prepara para lidar com desafios.
A ansiedade se torna patológica quando é excessiva, persistente ou desproporcional a situação, provoca sofrimento significativo ou começa a interferir na sua rotina. Além da intensidade, é importante observar a frequencia, duração e o impacto que provoca na vida da pessoa.
Quando a ansiedade causa sofrimento significativo, leva à evitação de situações ou interfere no trabalho, nos estudos, nos relacionamentos, ou em atividades cotidianas, pode caracterizar um transtorno de ansiedade.
Não é sentir ansiedade que define um transtorno, mas o quanto ela é intensa, frequente, difícil de controlar e impacta a vida do indivíduo.
Os principais transtornos de ansiedade são:
Transtorno de Ansiedade Generalizada - preocupações excessivas e difícil de controlar em diferentes aspectos das vida, acompanhada de tensão, inquietação, irritabilidade, dificuldade de concentração e alteração do sono.
Transtorno do Pânico - envolve episódios recorrentes de medo ou desconforto intenso, conhecidos como ataques de pânico. Há preocupação persistente como novos ataques e/ou mudanças significativas de comportamento relacionadas aos ataques.
Transtorno de Ansiedade Social - medo intenso de situações sociais ou de desempenho nas quais a pessoa acredita que poderá ser avaliada, julgada ou constrangida. Esse medo pode levar à evitação de situações importantes do cotidiano.
Fobias específicas - medo intenso e persistente diante de determinados objetos ou situações (como animais, agulhas, altura). O medo é desproporcional ao risco real.
Agorafobia - medo ou ansiedade intensa diante de situações das quais a pessoa acredita que seria difícil escapar ou receber ajuda caso necessário.